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Modalidades de planadores R/C

Há tantas modalidades de aeromodelismo quanto a imaginação e o engenho humano permitem. Naturalmente algumas modalidades de competição estão formalizadas e reconhecidas internacionalmente pela FAI como modalidades desportivas (http://www.fai.org/aeromodelling/rcsoaring/synopsis). Outras, não deixando de ser por isso menos dignas ou nobres, são baseadas em normas informais ou em regulamentos meramente internos de alguns clubes. A seguir descrevem-se algumas dessas modalidades para planadores rádio-controlados.

F3F - Prova de velocidade para planadores de encosta

Esta competição é uma prova de velocidade para planadores rádiocontrolados, realizada numa encosta. O objectivo é voar 1000 metros num circuito de velocidade fechado de 100 metros definidos por 2 balizas ( A e B ) no mais curto intervalo de tempo possível. O modelo é lançado por um ajudante no centro do percurso e o piloto terá 30 segundos para tentar ganhar o máximo de altitude para entrar no percurso (baliza A) e percorrer as 10 “pernas” (100m cada) fazendo voltas de 180º ao cruzar o plano das balizas. O voo é cronometrado por dois juizes de baliza e consiste em 10 percursos(1km). As provas desenrolam-se em 4, 5 ou mais mangas em que todos os concorrentes voam à vez que lhes couber em sorte. Ganha o que no somatório das pontuações obtiver a máxima pontuação a que corresponde a maior velocidade. São vulgares tempos da ordem dos 45 segundos estando em 2007 o  recorde do mundo em 27,79 segundos (http://www.sloperacing.com/results/pb.htm). O recorde do melhor tempo em Santa Iria foi obtido por José Carrion em 2008 com 35,16s

Os modelos para F3F são feitos em materiais compósitos de fibra e resina, que permitem acabamentos de grande qualidade indispensáveis a uma grande eficiência aerodinâmica e a uma elevada resistência mecânica, tem fuselagens esguias e envergaduras tipicamente entre 2,5 e 2,8 metros.  

baliza_f3f.jpg  baliza_b.jpg 
Esta modalidade está muito dependente de condições favoráveis na encosta onde se realiza. Durante muito tempo até 2010 foi uma modalidade provisória sem campeonato do mundo, na qual existiu uma prova conhecida como a “Viking Race” (originada  entre os países nórdicos e a Grã Bretanha) que se realizava de dois em dois anos e vinha a assumido o carácter de prova Mundial. A APSIA relizou em Julho de 2000 na sua encosta de Santa Iria uma prova destas.
 O primeiro campeonato do Mundo após ser uma modalidade oficial realizou-se em 2012. 

F3B - Prova Multitarefa para Planadores  Rádio Controlados.
A classe F3B é considerada como a mais completa e mais difícil dentre as várias fórmulas de competição para planadores. Trata-se de uma prova realizada em planície e desde 1979 que são efectuados campeonatos mundiais nesta categoria.
Uma manga (“round”) de F3B consiste na execução de 3 tarefas distintas que exigem características diferentes dos modelos:
Duração (10 minutos de voo térmico com aterragem de precisão), Distância (4 minutos de voo num circuito de 150m) e
Velocidade (4 voltas num circuito de 150m).
A dsiposição típica do campo para estas provas é a que se mostra:
f3bfieldlayout.jpg.

Duração

A Duração consiste em realizar um máximo de Tempo de Voo de 10 minutos durante um Tempo de Trabalho de 12 minutos, com bonificação para uma Aterragem de Precisão. Assim por cada segundo voado é ganho um ponto e o bónus de aterragem varia entre 100 pontos (menos de 1 metro do alvo) e zero (mais de 15 metros do alvo), sendo depois a pontuação total normalizada a 1000 pontos entre os pilotos que voaram no mesmo grupo (normalmente organizam-se grupos entre 4 a 15 pilotos).

Distância

A Distância consiste em efectuar num Tempo de Voo de 4 minutos um máximo de percursos de 150 metros, delimitados por duas balizas e em que a passagem por cada uma delas é assinalada por sinal sonoro e luminoso. Esta tarefa é efectuada em grupos de 4 a 6 pilotos, com a pontuação normalizada a 1000 pontos para o piloto que conseguiu efectuar o máximo de percursos.

Velocidade

A Velocidade consiste em efectuar num Tempo de Trabalho de 4 minutos 4 percursos de 150 metros entre 2 balizas no menor tempo possível, um piloto de cada vez, sendo depois normalizada a pontuação a 1000 pontos para o tempo mais rápido.
f3blaunch2.jpg  f3blaunch.jpg
A dificuldade de pilotagem em realizar estas 3 tarefas ao melhor nível, com distâncias na ordem dos 30 percursos ou velocidades abaixo dos 13 segundos (o que dá uma velocidade média na ordem dos 166 km/h, sem contar com as 3 voltas necessárias!), considerando as qualidades contraditórias exigidas do modelo para cada tarefa, como grande envergadura e baixa carga alar para a Duração e precisamente o contrário para a Velocidade, a emoção dos lançamentos feitos por guincho eléctrico ou o “uivo” dos planadores na Velocidade, carregados com um quilo ou mais de lastro, asseguram uma grande carga de adrenalina e satisfação a quem adere a esta fórmula.

F3J

Esta modalidade de planície consiste apenas numa prova de duração e aterragem de precisão identica à tarefa de duração do F3F. Inicialmente usavam-se guinchos electricos para lançar os modelos, mas na versão recente o modelo é "guinchado" à mão por dois ajudantes.

Motoplanadores Electricos (200W/kg , depois 200m e agora F5J).
Trata-se da modalidade recente e ainda experimental de uma prova de duração, equivalente ao F3J, mas para moto-planadores eléctricos. Existem diferentes limitações possiveis  que tem vindo a ser adoptadas. Numa inicial a potência era limitada a 200W por kilograma de peso do modelo com um máximo de 400W e o motor apenas podendo ser usado 30 segundos. Noutra versão, adoptada posteriormente a limitação é na altitude da subida com o motor (200m). Existe um altímetro especial que corta o motor uma vez atinjidos os 200m da altitude ou ao fim de 30 segundos de ligado o motor.
Mais recentemente em 2011 foi aprovada pela FAI como modalidade provisória F5J uma variante actualmente largamente praticada em todo o mundo e em que com um máximo de 30segundos de motor o modelo pode ser lançado a qualquer altitude, segundo decisão do piloto mas com uma penalisação tanto maior quanto mais elevada for a altitude. Esta modalidade também é baseada em altímetros mas ligeiramente diferente já que os altímetros não são limitadores mas essencialmente registadores. A pontuação da prova além do tempo de voo e da aterragem também tem em conta a altitude de lançamento.
 

F3K - Planadores lançados à mão.
Trata-se de uma modalidade de planície relativamente recente, que consiste na execução de diferentes tarefas utilizando pequenos modelos com até 1,5m de envergadura e 600g de peso. Os modelos são sempre lançados à mão recorrendo-se a uma pega na ponta da asa como num lançamento de disco. Com uma técnica apurada e bons modelos são possíveis lançamentos acima dos 50m de altitude.
Das 8 tarefas previstas no regulamento, destacam-se as seguintes:
Poker” – Na qual o concorrente “aposta” quanto tempo consegue manter o seu modelo a planar sendo-lhe atribuídos pontos ao “ganhar” a aposta.
All-up-last-down” – Em que todos os concorrentes no grupo são obrigados a lançar os seus modelos ao mesmo tempo e vencendo quem aterrar em último lugar.
5 x2” – Onde cada concorrente tenta executar num período de 10 minutos o chamado “resultado perfeito” que consta de 5 voos com a duração máxima de 2min cada.
Actualmente esta é a modalidade FAI em maior expansão quanto ao número de praticantes.


F3Z (regulamento interno da APSIA) - Prova de aterragem
 
Trata-se de uma prova de aterragem de precisão, especialmente acessível a iniciados e a qualquer tipo de modelo. O tempo de voo é limitado a 90 segundos e a aterragem deve ser feita num alvo.  Existe uma penalizações por excesso ou defeito no tempo de voo e pela distância ao alvo colocado no meio da zona de aterragem. 
(Regulamento F3Z da  APSIA)A prova consiste em voar com um planador R/C na encosta durante o tempo mais próximo de 120 segundos e aterrar o mais próximo de um alvo marcado. Os participantes serão penalizados com um ponto por cada segundo de voo a mais ou a menos dos 120 após a largada do modelo, bem como por cada metro de distancia entre o nariz do modelo após imobilização no solo, dentro de uma área especificada com cerca de 30x60 m2, e o alvo. As aterragens fora da zona marcada ou sem que o modelo tenha previamente passado nas balizas de entrada da zona de aterragem, ou sem que depois de imobilizado o modelo fique em estado de voar na série seguinte ou dentro de 5 minutos, receberão pela distância a classificação máxima de 120 pontos. A ordem de saída dos concorrentes é sorteada e serão feitas três ou mais séries de voos. Os concorrentes serão classificados por ordem crescente de pontos nos três melhores voos, ganhando quem somar menor pontuação. A classificação é feita em duas classes distintas consoante os canais de comando dos modelos e sem qualquer outra limitação ao modelo que não seja a ausência de meios próprios de propulsão; classe de “2 canais” e “classe livre” para modelos com mais de dois canais. Todos os casos omissos serão resolvidos pelo júri no local. 

Aero-rebocados
À semelhança dos planadores grandes os modelos podem ser colocados a uma altitude suficiente para iniciarem o seu voo por reboque (através de um cabo) feito por outros aeromodelos com motor, geralmente de explosão. O planador rebocado é largado tipicamente a altitudes entre os 200 a 300 metros. Durante a descida que é prolongada ao máximo, o planador que foi rebocado pode executar diversas manobras acrobáticas. Esta modalidade é mais adequada para modelos médios e grandes (a partir de 2,5m de envergadura). Rebocadores com motor de 50 cm3 a gasolina conseguem rebocar facilmente planadores até 6 m de envergadura e 10 Kg de peso. Em alternativa para modelos mais pequenos o planador pode ser transportado “às cavalitas” de um modelo a motor.
 

Maquetas.
O objectivo nesta modalidade é fazer voar um modelo que seja uma réplica à escala de um planador. Existe uma apreciação estática sobre a fidelidade da reprodução à escala dos detalhes de construção e uma pontuação de voo com figuras, obrigatórias e ou facultativas, que tem em conta sobretudo o realismo do voo. Uma versão desta modalidade consiste em maquetas de aviões a motor que são voadas na encosta sem motor (PSS).

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